Autoeuropa – Dificuldade para ver os filhos

English Post.

A Autoeuropa é uma empresa que produz automóveis e que está no mercado há mais de vinte e cinco anos.

Recentemente os seus trabalhadores foram confrontados com o facto de terem que abandonar o seu horário habitual de trabalho – que incluía folga ao fim de semana. Se alguém quisesse dar uma ajuda à empresa e trabalhar ao sábado, recebia bem para isso.

O que surge agora?

A proposta é para que todos tenham folga ao domingo, afinal, sejamos religiosos ou não, é o dia do descanso. E da missa. E da família. A outra folga? Rotativa.

Duas folgas, uma é o domingo, a outra é quando calha. Não é um sonho, mas também não é um pesadelo.

Para não falar de cor vi o Programa Prós e Contras dedicado ao tema.

Para além desta questão dos sábados,  estes trabalhadores terão que fazer horários rotativos. Será possível? Duas folgas, só uma fixa e horários rotativos. Uma senhora, que falava bem, foi a primeira a falar. Ao que parece, a Organização Mundial de Saúde considera perigoso para a saúde este tipo de horário – Reduz a esperança de vida. Aumenta o risco de ter cancro. Podem ver o que dizem a Reuters, a Science Daily e a American Psycological Association.

Surge então uma voz indignada que questiona «Como é que alguém com horários rotativos e folgas separadas vai ver os filhos? E como descansa?!». Bonjour e Bem-Vindo ao mundo de quem não tem um bom emprego amiga.

Uma voz fala das pessoas que trabalham na restauração e em hotéis.

Horários rotativos. Não se refere sequer que a maior parte dessas pessoas só tem uma folga, não recebem horas extras, não existe banco de horas e grande parte das vezes fazem horário repartido. Ganham cerca de €525. Falem-lhes de descanso. Ofereçam-lhes o domingo e outra folga. Aliás, falem-lhes de ir à casa de banho descansados. Vão pensar que estão no paraíso.

Mas aqui está o centro de tudo – «lá porque nessas profissões as condições são más, nós, que temos boas condições, não vamos deixar de lutar por as manter».

A questão é mesmo essa. Não são os trabalhadores da Autoeuropa que devem aceitar uma diminuição de condições porque os outros as não têm. Devem ser as pessoas dessas profissões a exigir mais, a lutar mais por boas condições.

A resposta sempre que se inicia esta luta num restaurante ou hotel? Não queres, há quem queira.

O que leva a rotatividade excessiva de pessoal, o que leva a quebra de produtividade, o que leva a falências, o que leva a crise.

É só uma opinião.

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Oscar Keys, New Zealand – Unsplash.com photo

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